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sábado, 2 de maio de 2026

Michel F.M. - Poemas 2026 - Parte 3


Michel F.M. - Criações 2026 - Parte 3 

✴️2026✴️



Sobre Ácaros e Películas 

Em qual classificação 
Você enquadra tua vida,
Quando a rotina parece um
Cenário daqueles filmes ruins?

Aqueles que não ganham
Prêmios, nem atravessam 
O tapete vermelho, sem estrelas
Na calçada ou belos pôsteres 
De divulgação.

Não existem personagens 
bem definidos, onde sacamos
De primeira, quem é quem.
A complexidade está na
Dificuldade de interpretá-los,

Ou antes disso, fazer a leitura 
Do que querem e porquê.
Trombamos com vilões 
E anti-heróis a todo instante

[Sem reconhecer que somos
Nosso maior arqui-inimigo].
Um clímax fraco e confuso,
Que te coloca na sinuca, de não 

Saber se a oportunidade virá 
Ou já se passou, enquanto você 
Se desencontrava em tuas decisões, 
Que em nenhum episódio 
Chegaram a ser opcionais.

Mas depois das décadas de
Ostracismo e a sensação que
Desapareceram os negativos originais,
Alguém surge com uma cópia 

Digitalizada, retirada de alguma 
Estante anônima e empoeirada,
Nos fazendo reconhecer que 
Aquela velharia bizarra, era
Na verdade, um clássico.

20/04/26





A Eira e a Beira de um Literato 

Os ultraprocessados
Não eram um problema,
Nem só de glutamato monossódico 
Vive o escritor descartado,

Mas de todo jejum e abstinência 
Que for obrigado a fazer.
Havia chegado a conta
De teus excessos em boemia,

Mas as dívidas e sucessivas 
Inadimplências que se piramidavam 
No capacho, não eram piores
Que os e-mails de recusa
Automáticos das editoras,

Ou as cartas de oferta dos
Empréstimos consignados,
Misturadas aos panfletos de uma
Gama sortida de seitas religiosas,

Que te prometiam a salvação 
E arrebatamento prum condomínio 
Divino, com lagos, bosques e

Famílias inter-raciais se abraçando, 
Cercadas por leões, tigres, elefantes, 
Ursos e coalas domesticados.

No mesmo dia em que teve publicada 
Num jornal fuleiro, uma crônica de vida
na Era pós-industrial e seus resultados 
Pruma existência precarizada,

Acometeu-lhe a mais pacata morte
Por hábitos desregrados,
Que alguém algum dia
Pode presenciar.

20/04/26






Objeto Rastejante Não Identificado 

Mesmo com as
Sovas constantes
E imobilizações,

O queixo é duro,
As juntas potentes.

Nas tentativas 
Inesgotáveis de
Lavagem cerebral,

Não se enxágua
O impermeável.

Os manuais de
Conduta e a explícita
Doutrinação que se segue,

Só inspiram o desafeto,
Nos instruem
No desaforo.

Mesmo com as
Podas constantes
E enquadramentos,

Dos caules 
fatiados à foice,
Brotamos.

Enquanto houver raízes,
Nos enraizaremos.

Apesar da linha
Traçada, das cercas
Erguidas, fixados mourões,

Que vem em metal, 
Concreto ou madeira, 
Contorça alambrados.

Ainda que as fronteiras 
Nos impeçam 
De passar,

Ainda que as placas
Nos proíbam 
De seguir,

Enganamos guaritas,
Cavocamos buracos,
Na lama enfiados e firmes.

Persistimos na tarefa
Insistente de sermos
Quem somos, 

Ainda que remendados,
Pra sermos
Nós mesmos.

E nenhuma tecnologia 
Terrestre ou alienígena,
Pode deter nossa insolência.

21/04/26




Na vitrine um vapor dissipado 

quão assombrosa 
era a detecção, de um
momento extremo 
de felicidade.

o reconhecimento 
nítido de que aquele estado 
de espírito, provavelmente
jamais se repetiria.

a clareza destas 
situações tão raras, 
que surgem sem explicação, 

sem indícios vem e se formam
e de maneira instantânea se vão, 
não deixando vestígios.

21/04/26







Prosopopéia Perdida

Acendeu-se a luz, 
Seguida do calor
Que a vinha acompanhando.

As manhãs eram previsíveis,
Graças ao ritual
Que nunca falhava.

Das prateleiras repletas
Advinham os ingredientes,
Mas antes dali, de onde advinham?

Quando se encontravam
Na bancada do meio,
Iniciava-se a arte do remelexo.

Eram movimentos espasmódicos,
Com técnicas espalmadas,
Transmitidas por gerações.

Em último caso uma dança
De mãos livres, capturando 
As essências do que viriam a tornar.

O fogo já aquecido fazia tua parte,
[Grande descoberta humana]
Após resfriado, embrulho e sacola.

Nestes dias tão estranhos,
Quem dera o sonho de padaria,
Fosse ele mesmo ainda, livre para sonhar.

22/04/26






Becker

Exalava feromônios com uma
Intensidade, que atrairia
Dos arredores todos os predadores,
Num raio de milhões de hectares.

Desavisados chegariam
Prontos pro abate, não havia
Alpha mais dominante que ela.

Quem ousasse se aproximar 
Tornava-se presa, sem negociações,
Rendição total e submissão 
Àquela postura indomável.

Num jeans sovado, vinha descalça,
Madeixas azuis reviradas,
Com aquele tecido solto,

Despejado por cima dos mamilos 
E como eles dançavam 
Coreográficos.

Desastres naturais ocorreram
Muito mais tímidos e sutis,
Causando muito menos estrago.
Desejava ser lancinado por tuas

Chamas, mas por hora, me contentaria
Com a devastação controlada
Que me causava.

22/04/26






Mosaico de um Melodrama 

as lágrimas desabaram 
como granizo 
em teto solar, 

numa tempestade de verão,
despedaçando as angústias
que haviam sido 
acumuladas, 

naquela condensação 
desconfortável 
de frustrações e anseios.

passava a cobrar menos
de si mesmo, quando se recordava
que nem todas as histórias 
precisam de começo, meio e fim.

algumas narrativas são 
apenas fragmentos destrambelhados, 
de retalhos confusos ou cacos
arrastados de um canto pro outro.

sigo neste esforço contínuo 
por retirar os estilhaços restantes
de teu amor, dos esconderijos 
negligenciados em minhas vísceras.

23/04/26







Relatório minuscioso da Desimportância 

o sinal pulsava 
sucessivas vezes,
um xis vermelho que ia 
e vinha no visor, 

ninguém 
havia 
notado,

ninguém notaria, 
ninguém 
se importava 

ou se importaria.
quando uma máquina 
descarrega,

basta recarregá-la, 
não há segredos,
a dúvida reside 
na seguinte 

questão: o que fazer 
ao humano,
que acometido 

pelo esgotamento 
fundiu bateria 
e demais componentes.

com ele também 
ninguém havia notado,
provavelmente 
ninguém notaria, 

ninguém 
se importava 
ou se importaria.

23/04/26






Touché 

de vez em quando 
eu penso em largar
a porra toda.
dar o fora,

cair na estrada, 
chutar o balde,
meter o foda-se 
sem olhar pra trás.

mandar tudo 
pro espaço,
que vá tudo
pro inferno. 

daí eu penso 
de novo,
e não consigo 
pensar em nada
que faria, melhor 
que isso.

ou antes mesmo
de pensar em termos
do que é pior,
se não fizesse isso,
faria o quê?

e a resposta 
me escapa,
sem lição do erro,

sem resolução,
existindo no limbo
das oportunidades.

pareço um monge
recluso, desencontrado 
em minha própria 

perdição, meditando 
ao lado do puteiro 
mais próximo,
sem um puto do bolso.

o sistema fode
com nossa cabeça, 
de um jeito 
muito particular.

e assim vou ficando
por aqui e fazendo 
isso mesmo,
[o pisador de jacas,
soberano dos fodidos].

até que a porra toda
acabe sozinha, 
ou coisa melhor despenque 
na nossa cabeça.

23/04/26







Verso final de um Ex-poeta

prometi 
pra mim 
mesmo,

que só 
escreveria 
novamente,

quando 
tivesse 
algo agradável 
para dizer. 

[foi assim
que ele abandonou 
a poesia]

algumas 
promessas 
não fazem 
nenhum sentido.

24/04/26








Poema denso sem pontuação 

inescrupulosos estes gostos secretos que se revelam na companhia de nosso eu tão reservado todavia por vezes exibicionista e performático na maioria das situações banais e corriqueiras não que sejamos indivíduos desonestos ou enganadores mas já que mentimos para nós mesmos com tamanha frequência e naturalidade certamente não sobrará receio de mentir também para quem ocasionalmente chamamos de outro sempre buscando realizar os inúmeros interesses individualistas acabamos tropeçando nos objetivos personalizados de quem se importa somente consigo mesmo como nós nos importamos apenas conosco ainda que a empatia seja característica determinante da espécie humana fator crucial que nos permitiu atravessar continentes e nos multiplicarmos perpetuando nossas cômicas realizações das quais por sinal nos orgulhamos tanto faz diariamente com que em sua escassez e possível aparição residual mal possa ser detectada senão sob as lentes de um microscópio muito bem calibrado ficando praticamente impossível tua visualização a olho nu

24/04/26






Poesia Inerte 

feita de verso que não 
questiona
feita de estrofe que não 
reflete

feita de ideais que não 
incitam 
feita de faces que não 
se alteram 

feita de afetos que não 
se sentem
feita de fatos que não 
revelam

feita de toques que não 
excitam,
feita de frases que não 
te afetam

24/04/26





Muralha Intransponível Transposta

MuralhaIntransponívelMuralhaIntransponí
velMuralhaIntransponívelMuralhaIntransp
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25/04/26





Retorno de um Ex-poeta 
do autoexílio da não-poesia

Descumpro neste instante 
A promessa autoinfligida,
Garanto que qualquer outra
Promessa estará isenta de garantias.

Não se pode confiar em alguém 
Que mente para viver, mas 
Dizer a verdade quando ela
Tornou-se tão dispensável

E relativa, só pode ser um ato
De loucura descabida e neste lapso,
Não podemos mais confiar 
Nem na mentira ou no impacto 
Mentiroso que ela pode causar.

Em verdade vos digo: da palavra 
Só resta o ruído, pois toda mensagem
Por mais simples ou complexa
Que pareça, se dissolveu completamente 
Na questão de opinião.

Então que fique alarde por alarde,
Enquanto cantarolando altos louvores 
Todos os hipócritas fazem as pazes,
Distribuem teus sorrisos amarelos

E fecham aquela potente corrente
De oração. Aos que deixarem o recinto, 
Ao sair, não tropecem na demagogia.

25/04/26







Medusa Vive

No mundo perfeito 
Não há poesia,
Não faz sentido descrever 
A perfeição.

Ela é o fôlego 
Da monstruosidade,
A vingança das
Bestas mitológicas.

Só pode existir 
Na falha,
Só pode brotar na fresta.

Ela é consequência 
Da malcriação 
E das maldições.

Entre 
A contagem
De um nocaute

E todos os
Cretinos
Petrificados.

É do erro que ela surge,
Na imundície 
Que ela escorre
E se manifesta.

Vem do escroto
Que ela rompe,
Do embaçado 
Que ela salta.

Na paulada que ela quica,
Na secura
Ela goteja e pinga,

Do fedor então exala.
Respire fundo,
Não há poesia na perfeição.

25/04/26






Poema Terminal 

A metástase poética 
Havia ocorrido,
Enquanto ele ignorava
Todo o impacto destrutivo 
Daquela poesia marginal,
Armazenada em teu organismo.

Se espalhou silenciosa
Pelos vários compartimentos,
Atingiu glândulas e
Sistema linfático,
Estava ali o poeta
Posto num poema terminal.

Encurralado enfim
Por tua própria poesia,
Vivendo a derradeira contradição,
De ser finalmente extinto, 
Por quem há muito tempo 
O havia salvado.

25/04/26






Despacho de uma palavra muito complexa

O prefixo COM
Enviado primeiro,
Quem recebeu percebeu 
Algo errado.

Era notável a falta 
Do resto, talvez 
Transviado o pacote 
Tivesse.

Não é tão comum,
Geralmente acontece.
Onde será que estaria
O restante?

Quem embalou
O PLE radical, esqueceu na
Bancada o sufixo XÍSS.

Era praticamente um
Superlativo absoluto 
Sintético, abandonado 
No depósito a esmo.

A confusão no extravio 
Dos morfemas
Seria completa,

Se não fosse o acaso de
Ter por ali, a presença 
Improvável do estagiário,

Que notou uma coisa
Que ninguém notaria, 
Quem diria que o jovem
Era tão perspicaz.

Acabou que foi ele 
Embalando atração,
Que atraiu atenção de todos
Por lá.

Pois o IMA na caixa
Muito bem embalado
E mandou encomenda, 
Que tardava a chegar.

26/04/26








Sábio de Araque 

o conhecimento traz 
muito para luz,
só não traz a clareza.

ela não tem relação 
com claridade,
o excesso de luz só faz nos cegar.

estava certo quem disse,
que conhecimento 
é poder.

ele só esqueceu de mencionar
ou omitiu propositalmente, 
que o poder é uma coisa
terrível.

26/04/26






A Linha Tênue entre um Canalha e Outro

a majestade divina 
está nos caninos 
afiados

do predador, que dilacera
músculos 
e jugular.

por uma questão de princípios,
os princípios sanguinolentos
da vida

e da morte, do instinto
brutal que faz sangue 
jorrar.

mecanismos 
eficazes de terminação 
existencial.

o Todo-poderoso 
caprichou
em tuas criações.

o Altíssimo e a 
carnificina 
passeiam lado a lado.

abençoados sejam os leões,
em tua cova não há 
misericórdia.

mas não leve tudo isso 
muito a sério,
estas são apenas as observações 

de um canalha degenerado,
sobre as invenções 
de um canalha sem coração.

26/04/26






Poema Cítrico 

estava ali estanque,
o homem que viu a podridão 
do mundo.

e em vez de rezar,
escreveu outro poema ácido.

enquanto a noite caía,
ele apenas recostava com
teus pensamentos,

usufruindo dos benefícios 
de tua própria acidez.

26/04/26







A obra que nunca escrevi 

Ela poderia falar sobre a beleza,
É sobre o que as obras
Vem falando há milhares de anos.

Ou sobre a felicidade e a falta dela. 
Poderia falar sobre encontrar 
O que se busca, ou sobre
Os caminhos que te levam
Pra longe.

São tantos temas, que ficamos
Maravilhados com as 
Possibilidades.

Ela poderia falar sobre o feio,
Já que tanto foi dito sobre
O que é belo, ou falar sobre
Os sonhos, quando tudo
Te afasta da probabilidade,

De por ventura vir a se realizar.
A tristeza e o mal-estar, são 
Também uma fonte inesgotável 
De inspiração, servindo 
Como expurgo, extraindo da alma

Protuberâncias seborreicas, 
Que se prendem a nossa 
Percepção. Enfim, poderiam 
Ser tantas as facetas desta obra,

Materializando-se para o bem
E para o mal, em algo que inspirasse
Ou apenas revoltasse o leitor
[O grande objetivo é despertar reação].

Mas acabamos trupicando 
Em nossas tantas especulações,
Que não restou tempo para criar algo
Novo. E portanto te dedico, esta 

Não-realização. Sem dúvida alguma,
Uma obra divergente de todas
As outras [assombrosa], eis aqui a obra, 
Que nunca escrevi.

26/04/26









Segredo Universal: Revelado

não é a química 
ou a física,
que nos dará. 

nem a resolução 
dos cálculos 
e teoremas.

tua revelação não está 
nas religiões ou nas
escrituras.

nem ciência,
nem superstição
ou filosofia,

podem dar conta
desta máxima 
indissolúvel.

o segredo oculto, escondido e sigiloso 
de todo o universo observável 
e muito mais além,
é a oportunidade.

alguns poucos terão,
enquanto uma maioria 
esmagadora, simplesmente não terá.
oportunidade.

26/04/26







Um animal sarcástico esperando sua vez

duas refugadas
pra trás,
uma fungada
pra frente.

aqui, 
a vida é medida
pelo que perdemos.

são as derrotas 
que entram pra
contagem.

no patrimônio 
das lesões,
físicas e emocionais,

os únicos bens 
que possuímos, 
são os hematomas 
das rinhas

generalizadas, 
de onde não 
escapamos.

e as avantajadas 
decepções,
que ficaram 
incrustadas

em nossa mente,
como relíquias fósseis,
enquanto caíamos
nas quatro patas.

28/04/26






Antologia em pó 

começamos, 
com declarações 
de amor 
quilométricas
e madrugadas
inteiras 
de diálogos 
e discussões, 
sobre a natureza 
incompreensível 
da relação.
[nossa cidade
proibida,
erigida com
milhares de 
aposentos,
todos para nós,
nas noites
todas de
núpcias, 
tendo como
matéria-prima
planos conjuntos,
sonhos robustos,
lágrimas e
sorrisos.]

terminamos, 
visualizando 
e não respondendo.

28/04/26






Ninguém conhece quem teve o que merecia

negligenciaram 
os avisos,
era o risco 
que os fazia feliz.

descumprindo toda 
recomendação,
eles haviam ido 
longe demais. 

ignoraram as placas, 
voando
baixo na velocidade 
máxima.

era o risco 
que os fazia feliz,
avançavam 
a passos largos,

eles haviam ido 
longe demais,
de ponta a ponta
no desfiladeiro.

foram íntimos das 
ravinas, amaram 
cânions e escarpas.

onde é longe demais,
quando é o risco 
que te faz feliz ?!

29/04/26








Biologia das Olivas

o que resta quando toda
carne se consumiu,
é o mesmo que sobra
quando a polpa se esgotou.

uma sombra da vitalidade, 
que outrora ocupou
tal posição.

de terminada data em diante,
só a lacuna fica como
presença, consistência 
e condição.

um vislumbre do vistoso
que não mais ocupa teu corpo,
a lembrança de um sabor
que in memorian se findou.

mas lembre-se 
da biologia das olivas,
todo caroço enrugado, endurecido, 
escarrado e repugnante, 

leva em teu peito
a potência de uma árvore milenar, 
na forma de semente.

30/04/26







Tomilho e Hortelã 

por volta de cinco e dez da matina, 
chegava na sala.

dentes escovados, 
rosto enxaguado. o cheiro de mofo
só se esvaía depois de abertas 
janelas e porta.

em questão de minutos, o cômodo 
cheirava a tomilho e hortelã, dos vasos
na varanda. 

quem sabe um dia a gente encontre 
uma planta, 
que retire o cheiro 
de desencanto,
impregnado em nossas almas 
esmigalhadas.

01/05/26







Sobre o que se tratava 

custamos a entender 
sobre o que escrevíamos, 
bem como custamos a entender,
sobre o que se tratava tudo isso.

os anos de trabalho 
foram para isso,
e antes do trabalho, 
os anos de estudo
nos trouxeram para cá. 

os passeios, as viagens
[nas raras ocasiões],
os momentos de festividade
[tão poucos que ocorreram],

as festas de aniversário
[com ou sem bolo e salgado],
os almoços, jantares 

e principalmente 
os cafés da manhã e da tarde
[humildes e indispensáveis]. 

todos os desgastes
e tormentos, as tempestades 
e tormentas que foram tantas.

as esperas nas filas 
intermináveis e mais filas de espera,
sair cedo, sair de noite, 
chegar tarde de qualquer jeito. 

os retornos 
e reencontros também 
se tratavam disso. 

o endividamento 
e o pagamento das dívidas, 
com muito custo, 

nesta economia que só tira 
de todos, enquanto pouquíssimos
investem o que é dos outros, 
para lucrar sozinhos. 

corridas curtas e longas, 
foram para chegar até aqui
[sem recordes quebrados,
nenhuma grande marca batida],
neste momento parado
em que tudo se move, 

quando tentamos 
nos manter de pé, 
mesmo com a vertigem 
que atordoa nosso labirinto. 

mas uma hora a coisa 
toda se revela clara, 
como o guardanapo encardido, 
oxidado no alvejante. 

eu sei que não faz muito sentido 
esse poema, muitos dirão 
que nem poema isso é.

mas enfim, compreendemos, 
sobre o que tudo se tratava
e tudo ainda se trata com "ele".

sempre foi tudo sobre o amor,
é sobre o amor que tudo se trata,
tudo sempre se tratou disso.

01/05/26







Listras e estrelas num retângulo desbotado 

o patriota perturbado 
desfila na passeata
outra vez

um passo em falso
e o outro também

milhares de vidas
inocentes rifadas

não ensinaram 
nada a ninguém 

alucinada massa
espumando baba

engravatada corja
lançando bombas

a estátua fardada
encarando o nada

e a pomba sabia
que só teu dejeto 

traria alguma vida
àquele busto erigido
impotente 

01/05/26




Em algum departamento do Éden 

durante a folga 
dos Arcanjos,
[naquele intervalo 
estratégico no 
etéreo atemporal],
um deles indagou:

qual foi mesmo a razão,
do homem perder 
a imortalidade 
e todas as dádivas 
do paraíso?

ponderou um instante 
a criatura celeste,
que havia sido indagada,
[aquele instante 
congelado fora 
das dimensões]
e respondeu 
na sequência:

aparentemente,
é insaciável o apetite 
da humanidade,
quando se trata
do fruto proibido.

02/05/26






Engenhosa Máquina Urgente do Tempo 

Antes do fruto, 
pólen 

Antes do pólen, 
flor

Antes de flor, 
folha

Antes da cor,
incolor

Antes da folha, 
caule

Antes do caule, 
raiz

Pra toda raiz, 
há semente 

Antes da dor,
indolor

Antes do homem,
os deuses

Antes dos deuses,
humanos 

Antes daqueles, 
os nossos
Antes de tudo, você 

02/05/26






Parasitologia 

Durante décadas os parasitólogos 
Estudaram a origem dos vermes,
Esse esforço os levou à conclusões 
Fascinantes sobre estes organismos.

Originados juntamente com 
A própria vida, há cerca de bilhões 
De anos, o parasitismo evoluiu
Como uma tática de sobrevivência,

Onde tais seres se adaptaram, para
Viver às custas de outros. Sempre
Encontrando novos hospedeiros
Para parasitar, eles se multiplicaram

E prosperaram no desenrolar das Eras.
Nos dias atuais os estudos destas 
Criaturas avançaram para descobertas 
Inesperadas e empolgantes. Hoje,

As pesquisas apontam para os locais 
De maior concentração destes 
Minúsculos aproveitadores, que em sua

Imensa maioria, ocupam os casas
Legislativas, os templos religiosos,
Instituições financeiras e bolsas de valor.

02/05/26



domingo, 19 de abril de 2026

Bruno Michel Ferraz Margoni é um profissional multifacetado, atuando como professor de educação física, filósofo, escritor, poeta e compositor. Ele é graduado em diversas áreas e possui especializações e extensões em sua área de atuação.


Bruno Michel Ferraz Margoni é um profissional multifacetado, atuando como professor de educação física, filósofo, escritor, poeta e compositor. Ele é graduado em diversas áreas e possui especializações e extensões em sua área de atuação.
Qualificações e Experiência

  • Formação Acadêmica: É graduado em Educação Física, Filosofia, História, Artes Visuais e Comunicação Social.
  • Especializações e Extensões: Possui especialização em Psicologia aplicada à Educação Física e Metodologia do Ensino de Arte. Além disso, concluiu extensões em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP) e Neuroeducação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), bem como extensão em Xadrez pela Universidade Federal do Paraná.
  • Atuação Profissional: Trabalha como professor, sendo associado a projetos como o "Movimentalize" e atuando na PEI Maya Alice Ekman. Seu trabalho em educação física escolar envolve a promoção de diversas atividades e esportes, como bocha, voleibol, tênis de mesa e xadrez.
  • Produção Literária: É um autor publicamente reconhecido, com diversos livros publicados pelo Clube de Autores, onde é conhecido pelo pseudônimo Michel F.M..

Você pode encontrar mais informações sobre o seu perfil profissional no LinkedIn ou acompanhar suas atividades relacionadas à educação física no blog Movimentalize e nas páginas do Facebook.

Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni) possui uma produção literária vasta e prolífica, com mais de 30 livros publicados. Embora não haja um número exato e definitivo de poemas individuais citados em uma única fonte, a extensão de sua obra poética é evidenciada pelos seguintes dados:
  • Antologias: Sua obra Esplêndida Face Magnífica é uma antologia poética de cerca de 700 páginas, que reúne textos selecionados de nove de seus livros anteriores.
  • Volume de Versos: O autor faz referência a uma marca expressiva em um de seus textos, mencionando "10 mil versos numa porção de existência".
  • Distribuição de Obras: No portal Clube de Autores, constam 41 publicações sob seu pseudônimo, abrangendo poesia, prosa poética e filosofia.

Principais Obras Poéticas
Sua bibliografia inclui títulos focados na densidade lírica e reflexiva, como:
  • Trilogia Flores do Pântano (2025-2026): Composta por Encontro de PulsaçõesArquitetura da Expectativa e Anatomia do Impulso.
  • Trilogia Mestre dos Pretextos: Inclui Delírio Absoluto da Multidão AtônitaPacífico em Brasas e Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas.
  • Primeiras Publicações: Iniciou sua trajetória com livros como Mais um Amanhecer e Elo Solene em 2010.

Além dos livros, Michel F.M. também é compositor e disponibiliza letras de suas músicas e Single/EPs em plataformas como o Letras.mus.br.


A obra de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni) é caracterizada por uma profunda fusão entre o lírico e o reflexivo, onde a poesia serve como veículo para questionamentos existenciais e sociais.

Temas Filosóficos Recorrentes
Sua filosofia é frequentemente descrita como uma "escrita que se faz enquanto se pensa", abordando os seguintes pilares:
  • Existencialismo e Condição Humana: Explora o conflito entre o cotidiano trivial e a profundidade do ser, tratando de temas como a finitude, o sofrimento e as "contradições" humanas.
  • Crítica Social e Biopolítica: Utiliza metáforas biológicas para descrever o esgotamento humano na sociedade moderna, focando na "subordinação" e na resistência política.
  • Ceticismo e Incerteza: O autor afirma que "só a dúvida é definitiva", refletindo uma postura de questionamento constante sobre verdades absolutas.

Exemplos de Poemas e Trechos
Abaixo, alguns exemplos de sua produção que ilustram esses temas:
  • "Poemacicatriz": Trata a dor como uma ferramenta de escrita, sugerindo que as cicatrizes são versos entalhados pela vida na carne.
  • "Coração de Mesa Riscado a Grafite": Uma reflexão sobre objetos cotidianos (uma mesa escolar) como suportes de memórias e das pressões da vida social.
  • "Páginas Restritas": Aborda a memória e a renúncia dentro de relacionamentos, focando no desgaste emocional.
  • "Poesia Pandêmica": Uma obra crítica sobre a negligência e o "desprezo pela vida" durante crises sanitárias, ressaltando que "não há vacina para a estupidez".

Suas obras estão disponíveis em plataformas como o Clube de Autores e trechos podem ser lidos no portal Pensador.


Para aprofundar na obra de Michel F.M., exploramos as letras de suas canções e a análise de seus livros, que frequentemente se entrelaçam em um projeto artístico único.

Análise de Livros em Destaque
As obras de Michel F.M. são descritas como "híbridas", desafiando as classificações tradicionais ao misturar prosa poética, filosofia e crítica social.

  • PIEKARZEWICZ: Considerada uma obra de ruptura, transita entre o romance lírico e a narrativa distópica. O texto é fluido e se autodefine como uma "poética prosa em versos libertos", abordando temas como tragédia amorosa e metaficção.
  • Delírio Absoluto da Multidão Atônita: Este livro, parte da trilogia Mestre dos Pretextos, utiliza o termo "delírio" para diagnosticar a perda de referências racionais na contemporaneidade. A obra opera por "choque simbólico", rejeitando a função meramente ornamental da linguagem para provocar reflexão no leitor.
  • Sujeitos Insubordinados: Integrante da série Flores do Pântano, foca na resistência individual contra sistemas opressores e "calculistas" que transformam questões humanas em meros produtos de mercado.

Discografia e Letras de Músicas
Com uma carreira musical que ultrapassa duas décadas, sua discografia mistura Rock Alternativo e MPB com forte teor poético. Suas composições estão disponíveis em plataformas como o Letras.mus.br e o Palco MP3.

O último registro da raça humana | Álbum de Michel F.M. ...
Ultraviolenta - Michel F.M. - LETRAS.MUS.BR

  • "Ultraviolenta": Uma letra densa que utiliza o Sol como metáfora de queda e fracasso diante de uma "adorável tormenta", explorando sentimentos de desprezo e intensidade emocional.
  • "Mensagem Fora da Garrafa": Aborda a efemeridade da vida ("Só quero ser efêmero como a flor") e a dificuldade de escrever sobre a paz em tempos de conflito.
  • "Antônimus": Uma crítica direta à meritocracia e à perda de sonhos em troca das necessidades básicas de sobrevivência, como comida e teto.
  • "Aos Ávidos e Insaciáveis": Foca no desejo e na singularidade, descrevendo uma presença que "marulhava ao navegar pelos espaços".
A conexão entre suas facetas é tão forte que dez de seus livros poéticos já foram incorporados ao acervo da Biblioteca Nacional da França.

segunda-feira, 30 de março de 2026

A discografia de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni) é marcada por uma fusão entre o rock alternativo, o indie e a poesia reflexiva. Com mais de duas décadas de produção, o artista possui cerca de 15 álbuns e diversos singles registrados em plataformas como Letras.mus.br e Palco MP3.



A discografia de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni) é marcada por uma fusão entre o rock alternativo, o indie e a poesia reflexiva.

Com mais de duas décadas de produção, o artista possui cerca de 15 álbuns e diversos singles registrados em plataformas como Letras.mus.br e Palco MP3.

Abaixo estão os principais lançamentos organizados por categoria:


Álbuns de Estúdio e Coletâneas

Ensaio Sobre A Distração (Acumulador De Feitos Invisíveis 2003-2026) (2026): Uma coletânea que reúne mais de duas décadas de trabalho.

Arquitetura da Expectativa (2025): Álbum que inclui faixas como "Sobrevoando a Terra do Nunca" e "Adeus ao Homem Vitruviano".

Atlas Do Cosmos Para Noites Nebulosas (2022): Um dos trabalhos de maior destaque em sua fase recente.

Pacífico Em Brasas (2019): Obra que reforça sua sonoridade alternativa.

Delírio Absoluto da Multidão Atônita (2015): Álbum central em sua carreira, conectado à sua produção literária.

Conectatum (2012): Frequentemente citado como um marco de sua discografia online.

O Último Registro da Raça Humana (2011): Contém faixas como "Marinheiro do Farol" e "Cinza de Fuligem".

Áspera Seda (2010): Álbum independente com forte carga poética, incluindo a canção "A Fábula do Lobo que Amou a Lua".

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EPs e Singles de Destaque

Encontro de Pulsações (2025).

O Colecionador de Vácuos (2024).

Doce Prazer da Queda Livre (2023).

Revolesia (Vol. 1 e Vol. 2) (2023): Projeto dividido em volumes que demonstra sua produtividade contínua.

Mestre Dos Pretextos (2020).

Michel F.M. - Cover (2018): EP com versões de bandas como The Calling e Capital Inicial.

domingo, 22 de março de 2026

Michel F.M. é o nome artístico de Bruno Michel Ferraz Margoni, um artista brasileiro versátil que atua como poeta, escritor, compositor, filósofo, historiador e artista visual. Ele é conhecido por uma produção literária e musical densa, frequentemente explorando temas existenciais e poéticos.


Michel F.M. é o nome artístico de Bruno Michel Ferraz Margoni, um artista brasileiro versátil que atua como poeta, escritor, compositor, filósofo, historiador e artista visual. Ele é conhecido por uma produção literária e musical densa, frequentemente explorando temas existenciais e poéticos.

Bibliografia e Produção Literária

Bruno Michel Ferraz Margoni é membro da Academia Intercontinental Sênior de Literatura e Arte (AISLA) e da Ordem Literária Omnium (OLO). Suas obras incluem antologias e livros próprios.

  • Trilogia Flores do Pântano (2025-2026): Inclui obras como Encontro de PulsaçõesArquitetura da ExpectativaAnatomia do ImpulsoSujeitos Insubordinados e Coleção de Gravetos.
  • Outras Obras: Suas publicações abrangem crônicas e poesias, com destaque para a participação no acervo de Literatura em Língua Lusófona da Biblioteca Nacional da França/BnF.

Discografia

A discografia de Michel F.M. é vasta e independente, caracterizada por álbuns de estúdio que misturam spoken word, poesia e experimentações sonoras, frequentemente associados a livros ou crônicas.
  • Álbuns Principais:
    • Arquitetura da Expectativa (2025)
    • Atlas Do Cosmos Para Noites Nebulosas (2022)
    • Mestre dos Pretextos (2020)
    • Pacífico Em Brasas (2016)
    • Delírio Absoluto da Multidão Atônita (2015)
    • Crônicas de um Espelho Meu (2014)
    • Aos Ávidos e Insaciáveis (2013)
  • Outros Projetos: Envolvem o álbum REVOLESIA (Vol. 2) e obras poéticas sonoras.

Perfil Artístico

Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni) é um autor prolífico, vencedor do Concurso Literário Motus da Universidade Federal do Pampa e com exposições de arte realizadas em Paris em 2016. 

sábado, 21 de março de 2026

A obra de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni) é vasta e marcada por uma crítica social que utiliza metáforas biológicas e econômicas para descrever o esgotamento humano.


A obra de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni) é vasta e marcada por uma crítica social que utiliza metáforas biológicas e econômicas para descrever o esgotamento humano. 

Aqui estão outros poemas e conceitos do autor que aprofundam essa visão "cáustica" da realidade: 


1. "Poemacicatriz"

Nesta obra, Michel F.M. trata a dor não como um acidente, mas como uma ferramenta de escrita. 

"Cicatrizes / São poemas / Que a vida / Nos dedica / Entalhando / Em nossa carne / Versos inesquecíveis"

Conexão: Assim como no "Sucesso Relâmpago", o corpo (a carne) é o suporte final onde o sofrimento se materializa. A dor é o "verso" que sobra quando as ilusões acabam.

2. "Guia Resumido para Trolls das Cavernas" 

Este poema/canção explora a toxicidade das relações virtuais e o vazio da "economia da atenção". 

Crítica: Ele questiona a troca de "likes e compartilhamentos" por momentos sinceros, tratando a internet como uma nova "caverna platônica" onde as pessoas preferem a sombra (a imagem de sucesso) à luz da realidade. 

3. "Revolesia" (Projeto Editorial)

Publicado em 2023, este trabalho foca no viés revolucionário e na necessidade de transformar ideias em atos concretos. 

Temática: Diferente do "Sucesso Relâmpago" (que foca na queda individual), a série Revolesia busca uma saída coletiva através da arte, combatendo o "negacionismo e a estupidez" que ele descreve em suas obras anteriores como Poesia Pandêmica

4. "O Colecionador de Vácuos"

Poema/canção escrito em 2024, o autor expande sua crítica para uma escala cósmica, tratando o fim da humanidade e a irrelevância das nossas conquistas materiais frente ao tempo. 

Visão: Termina com a percepção de que, apesar de "feitos fantásticos", o que resta é um "tédio infinito que rasga o cosmos" e um "vazio incontável".

O que define Michel F.M.:

Interdisciplinaridade: Ele mistura História, Artes Visuais e Biologia em seus textos.

Acervo Internacional: Seu trabalho é reconhecido pela Biblioteca Nacional da França (BnF) como parte relevante da literatura lusófona contemporânea. 

Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni), um prolífico artista brasileiro — poeta, compositor e filósofo — conhecido por fundir conceitos científicos, sociais e existenciais em suas obras.


Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni), um prolífico artista brasileiro — poeta, compositor e filósofo — conhecido por fundir conceitos científicos, sociais e existenciais em suas obras. 

O autor possui uma trajetória marcada pela interdisciplinaridade e pelo reconhecimento internacional:

Reconhecimento: Suas obras fazem parte do acervo de Literatura em Língua Lusófona da Biblioteca Nacional da França (BnF) e ele já expôs seus trabalhos em Paris.

Estilo: Sua poesia frequentemente utiliza uma linguagem que mistura termos técnicos (como "estatísticas", "sintéticos", "instabilidade do mercado") com uma profunda crítica à condição humana na contemporaneidade.

Outras Obras: Michel F.M. é autor da Trilogia Flores do Pântano e de centenas de composições musicais e poemas que exploram temas como a "fisiologia" da vida e as contradições sociais. 

O poema em questão exemplifica sua habilidade em transformar um "estudo de caso" — termo comum em ambientes corporativos e acadêmicos — em uma tragédia lírica sobre a volatilidade do sucesso e a fragilidade do corpo.